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Pippa Norris encontra-se
entre os mais proeminentes e prolíferos autores da Ciência
Política actual. De entre uma vasta panóplia de obras publicadas,
que abordam temáticas como eleições e comportamento
eleitoral, opinião pública, comunicação política
ou transições para a democracia, o trabalho recentemente
publicado – Electoral Engineering: Voting Rules and Political Behavior
– propõe-se discutir e esclarecer as principais questões
subjacentes à configuração e reforma dos sistemas
eleitorais. (1)
Nas últimas
décadas, o debate em torno do maior aperfeiçoamento e adaptação
dos sistemas eleitorais às realidades nacionais tem sido bastante
significativo em muitas democracias estabelecidas. Algumas protagonizaram
mesmo importantes reformas nos respectivos sistemas, desafiando a noção
prevalecente destes como necessariamente estáveis. São disso
exemplo as recentes transformações nos sistemas eleitorais
da Nova Zelândia, Reino Unido, Israel, Itália e Japão.
Este debate, e subsequentes modificações, têm contemplado
não apenas a fórmula eleitoral, mas também a legislação
sobre diversos parâmetros, como por exemplo: a elegibilidade partidária,
a nomeação dos candidatos, o processo administrativo de
recenseamento eleitoral, as oportunidades de voto disponibilizadas, a
regulação do financiamento das campanhas, ou o processo
de gestão eleitoral.
Procura-se na reforma
do sistema eleitoral, recorrentemente, a panaceia para muitos problemas
que se colocam hoje às democracias, tais como: a fragmentação
partidária, a falta de responsabilização dos políticos,
a quebra dos laços entre eleitores e partidos, a erosão
da participação eleitoral, a sub-representação
feminina ou de segmentos sociais minoritários. As regras eleitorais
constituem, não apenas um elemento imprescindível na estrutura
da representatividade democrática mas, são elas próprias,
também, um elemento com consequências determinantes nessa
mesma representatividade. É o reconhecimento desta importância
estratégica das regras que torna tão atractivo, no plano
político, a possibilidade de proceder a reformas ou apenas a ajustamentos
que moldem a representatividade eleitoral. Por isso o contributo de Pippa
Norris se afigura de extrema relevância, não apenas no domínio
político, para que constitui um importante instrumento de análise
e de orientação de estratégias políticas e
programáticas, mas também no plano social mais alargado,
na medida em que, conciliando o rigor científico com a clareza
e acessibilidade do discurso, permite que esta obra se dirija também
a todos os que se interrogam sobre os mecanismos eleitorais existentes
nos bastidores do assento parlamentar.
Metodologicamente,
o trabalho de Pippa Norris visa explicar em que medida certos padrões
de comportamento eleitoral e de representação política
estão relacionados, quer com os níveis de modernização
social (pressupondo-se uma diferença substancial entre sociedades
industriais e pós-industriais), quer com os tipos de sistema eleitoral
(remetendo-se a diferenciação daqueles padrões, neste
caso, para a existência de um sistema maioritário, combinado
ou proporcional). Mais precisamente a autora procura responder à
questão: em que medida as regras formais e os incentivos estratégicos
têm importância por comparação aos hábitos
culturais decorrentes do processo de modernização social?
E isto alicerçado em duas dimensões inter-relacionadas:
na primeira, o intento é apreciar a importância do impacto
directo das regras formais nas estratégias dos actores políticos;
numa segunda dimensão, perceber o impacto indirecto das regras
sobre o comportamento eleitoral dos cidadãos. Com este propósito
estudam-se eleições nacionais, parlamentares e presidenciais,
entre 1996 e 2002, em 32 democracias, umas novas e outras já estabelecidas,
que compreendem um amplo conjunto de países tão díspares
como: Estados Unidos da América, Peru, Suíça, Austrália,
Ucrânia, Formosa, ou Portugal. Note-se contudo que, no conjunto
de países em análise, estão significativamente subrepresentados
os países asiáticos, africanos e latino-americanos, o que
constitui uma reconhecida lacuna com evidentes consequências quanto
às possibilidades de generalização das conclusões.
Estruturada em onze
capítulos, a obra rearruma-se em três grandes partes: a primeira,
que ocupa os três primeiros capítulos, essencialmente consignada
à revisão da literatura e enquadramento teórico-conceptual,
debruça-se sobre a importância e pertinência do estudo
das regras eleitorais. Classifica, descreve e avalia as principais variações
institucionais nos sistemas eleitorais, respectivas consequências,
e discute os principais argumentos subjacentes à reforma eleitoral.
A segunda parte aborda o impacto das regras eleitorais na configuração
do sistema de partidos políticos, assim como no comportamento eleitoral,
analisando para tal a lealdade partidária, a abstenção
e o impacto das clivagens sociais tradicionais – classe social e
religião – no comportamento de voto. A terceira e última
parte aprecia, em particular, as consequências do sistema eleitoral
na representação parlamentar das mulheres e das minorias
étnicas, e na opção pela utilização
de estratégias políticas mais personalizadas ou partidárias.
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Funcionando como uma
espinha dorsal que suporta toda a pesquisa, são apreciados, comparativamente,
contributos de duas escolas de pensamento que sumariam a literatura sobre
esta matéria: a teoria da escolha racional e a teoria da modernização
cultural, cujos trabalhos seminais remetem, respectivamente, para Anthony
Downs e Ronald Inglehart. O institucionalismo da escolha racional atribui
às regras eleitorais formais um impacto substancial e determinante
nos incentivos para os políticos, partidos e cidadãos, de
forma que a mudança das regras produz, directa e inevitavelmente,
mudanças no comportamento político. Tal significa que as
regras eleitorais nunca são neutras no seu impacto, gerando sempre
condições que influenciam a estrutura de oportunidades para
partidos e políticos, por norma, beneficiando uns e penalizando
outros. Por seu turno, a teoria da modernização cultural
confina o impacto das diferenças institucionais no comportamento
de voto à dinâmica da mudança cultural inter-geracional,
que depende, por sua vez, do nível de modernização
das sociedades. Nesta teoria, as características sócio-culturais
prevalecem sobre as regras eleitorais na explicação do comportamento
eleitoral.
Numa análise
que acompanha sempre mais estreitamente o contributo institucionalista,
Pippa Norris expõe inicialmente as linhas fundamentais do argumento.
Os sistemas eleitorais maioritários promovem maiores obstáculos
eleitorais que os proporcionais, na medida em que os partidos necessitam
de uma maioria efectiva sobre os seus rivais, para poder ganhar. O incentivo
é para que nestes sistemas eleitorais os partidos optem por uma
estratégia de tipo catchall, social e ideologicamente centrípeta,
promovendo a congregação de um amplo e heterogéneo
conjunto de grupos sociais e ideológicos. Esta estratégia
concentra-se em assuntos de largo consenso eleitoral que, por isso, exclui
a representação dos segmentos minoritários do eleitorado.
Em alternativa, os constrangimentos à representação
parlamentar são mais ténues nos sistemas eleitorais proporcionais:
é necessária uma parcela de votos menor para vencer. Tal
estimula a emergência de partidos especializados em nichos do mercado
eleitoral que remetem para áreas políticas em que é
possível cativar e agregar indivíduos que formam entre si
um todo homogéneo, quer promovido por identidades étnicas,
de fé, de classe, quer por afinidade ideológica relativa
a políticas ou a valores. Porque mantém uma relação
estreita com as clivagens existentes na sociedade, esta estratégia
promove a emergência de formações partidárias
múltiplas e diversas entre si, geradoras de maior lealdade partidária.
Apesar da aceitação da importância dos incentivos
gerados pelas regras eleitorais, a autora acusa esta leitura dicotómica
de simplista, apontando a evidência de, na realidade, muitos partidos
contemplarem ambas as estratégias na medida em que são organizações
complexas susceptíveis de influências diversas no seu seio,
designadamente de líderes políticos com visões estratégicas
mais abrangentes ou mais dirigidas. Se a explicação dicotómica
pode ser aceitável como tendência, uma visão determinista
não o será de todo: as estratégias político-partidárias
explicam-se por inúmeras outras variáveis para além
do tipo de sistema eleitoral.
Partindo da classificação
ideal típica das democracias em consensuais e maioritárias,
de Lijphart, a autora relança a discussão paradoxal sobre
o que é preferível: a maior estabilidade governativa e responsabilização
democrática promovidas pelos sistemas maioritários, ou a
ampliação da representação parlamentar proporcionada
pelos sistemas proporcionais. Como resposta à primeira grande questão
que o livro coloca – qual o melhor sistema eleitoral? – Norris
corrobora a noção já consolidada na literatura de
que não existe uma receita de sistema eleitoral óptimo,
mas soluções mais ou menos adequadas a cada realidade nacional.
A discussão sobre qual o melhor sistema político representa,
para a autora, um conflito de valores irresolúvel. Todavia, recomenda,
para sociedades com acentuadas clivagens étnicas ou religiosas,
como a Bósnia ou Israel, uma maior adequação de sistemas
eleitorais proporcionais. Para estados altamente centralizados como o
Reino Unido ou a Nova Zelândia, considera que os sistemas maioritários
podem salvaguardar o governo da necessidade de consultas ou compromissos
mais amplos com outros partidos ou segmentos sociais. Sublinha, porém,
em oposição à expectativa de inclusividade promovida
pelos sistemas proporcionais preconizada por Lijphart, que se pode observar,
ao invés da atenuação, um reforço da intensidade
das clivagens sociais ao dar voz aos extremismos ideológicos. Também
relativamente às propaladas vantagens dos sistemas maioritários,
alerta para a possibilidade de existência de um falso consenso que
esconde os falhanços aos olhos do público e que desconsidera
uma ampla margem de propostas alternativas que, no limite, pode produzir
a designada ditadura electiva.
Estreitamente relacionada
com o tipo de sistema eleitoral, a estrutura do voto é outro dos
elementos institucionais analisados com profundidade. O voto em candidatos,
por oposição ao voto em partidos, extremam os incentivos
para o desenvolvimento de estratégias políticas particularistas
ou personalizadas, por oposição a programáticas ou
partidárias, respectivamente. Porém, reconhece-se que esta
não é uma regra obrigatória: independentemente do
tipo de voto, os políticos podem optar por desenvolver, ou não,
trabalho junto da comunidade, dependendo esta opção de outros
factores, como por exemplo da eventual prossecução, mesmo
que por uma escassa margem de líderes políticos, de recompensa
filantrópica no auxílio ao público.
A segunda parte do
livro retoma e confirma, embora apontando-lhe algumas objecções,
a clássica proposição de Duverger que atribui aos
sistemas eleitorais maioritários a prevalência de sistemas
partidários duais e aos sistemas eleitorais de representação
proporcional, sistemas multipartidários. Esta relação,
cuja direcção causal não é esclarecida, está,
todavia, dependente dos obstáculos criados pelos sistemas eleitorais
aos partidos mais pequenos. Por exemplo, mesmo nos sistemas proporcionais,
circunscrições de pequena magnitude associadas a cláusulas
barreira elevadas incrementam os constrangimentos à eleição
de partidos menores de tal forma que os aproximam dos sistemas maioritários
no que respeita à representação partidária.
Ainda, e para sublinhar o carácter não absoluto da relação:
sistemas maioritários podem autorizar a representação
de pequenos partidos, desde que os respectivos eleitores se encontrem
geograficamente concentrados. São, por isso, evidentes as limitações
à universalização da proposição de
Duverger.
Um reflexão
similar é realizada sobre o declínio da lealdade partidária,
descobrindo-se em alguns países uma evolução de sinal
contrário ao previsto teoricamente: a lealdade partidária
não evidencia estar em inquestionável declínio, permanecendo
particularmente viva nos eleitorados mais radicais; mais forte nas sociedades
pós-modernas e junto dos mais jovens. Ainda: esta variável
subsiste como uma característica relevante para perceber as escolhas
eleitorais. Tudo isto entra em contradição com o caminho
que tem vindo a ser apontado por autores como Dalton, Flanagan, Inglehart
ou Giddens, para quem o enfraquecimento da lealdade partidária
se afigura uma evidência generalizada nas sociedades ocidentais.
Confirma-se ainda que o tipo de fórmula eleitoral molda a participação,
relação já demonstrada em outras pesquisas, com a
representação proporcional a gerar menor abstenção
que os sistemas maioritários, em particular se associada a circunscrições
de pequena magnitude, embora as variáveis sociais e culturais prevaleçam
significantes nesta explicação.
Porque também
constitui objectivo da investigação perceber o impacto das
regras sobre o comportamento eleitoral, a autora aponta para a ideologia
política e a estrutura social como as variáveis de maior
relevância na explicação do comportamento eleitoral.
Não obstante a erosão das clivagens políticas tradicionais,
mais marcante nas sociedades pós-industriais e com sistema eleitoral
maioritário, a classe social e a religião permanecem em
muitos países pós-industriais como variáveis de segmentação
eleitoral significativas. Considera ainda outros factores relevantes nesta
explicação, embora com menor expressão, como o desempenho
económico e social do governo, o apelo popular das imagens partidárias,
ou o impacto dos acontecimentos da campanha e a cobertura dos media. Não
é, todavia, apresentada evidencia empírica que possa suportar
esta asserção.
A procura de uma maior
equidade na representação parlamentar entre géneros
tem vindo a preocupar os sistemas partidários democráticos,
embora com diferentes graus de premência e empenho, assim como optando
por distintas estratégias e intervenções. Numa terceira
e última parte da pesquisa, conclui-se que o tipo de sistema eleitoral
não é condição necessária nem suficiente
para garantir a representação política das mulheres
ou das minorias étnicas, embora o sistema proporcional tenda a
beneficiá-la. O sistema eleitoral beneficia a representação
das mulheres se associado a estratégias de discriminação
positiva. Beneficia igualmente as minorias étnicas desde que as
circunscrições tenham uma magnitude média relativamente
ampla e não existam cláusulas barreira. Ainda, em sistemas
maioritários pode haver lugar à representação
destas minorias, caso estas se encontrem geograficamente concentradas,
ou mediante a contemplação de arranjos institucionais, como
a existência de lugares reservados às minorias étnicas
e políticas.
Um último ponto
de análise incide sobre a influência das regras eleitorais
nas estratégias políticas. O voto directo no candidato,
usado nos sistemas eleitorais maioritários com circunscrições
uninominais, é apontado como estimulando a máxima responsabilização
dos eleitos, gerando por isso uma relação próxima
entre eleitos e respectivos eleitores; no extremo oposto, a lista partidária
usada em circunscrições plurinominais com listas partidárias
fechadas, torna os eleitores impotentes para recompensar ou punir os candidatos
individuais, menosprezando, por isso, a relação dos eleitos
com os eleitores da circunscrição pela qual é eleito.
A utilização desta última modalidade no sistema eleitoral
português, com as consequências que lhe estão associadas,
tem sido apontada, por políticos e académicos, como um dos
seus principais problemas. A adopção de circunscrições
uninominais constitui uma forma eficaz e imediata de melhorar o funcionamento
do sistema, ao estabelecer um mecanismo de responsabilização
directa dos políticos.
Uma questão
dá nome ao primeiro capítulo e acompanha toda obra: “do
rules matter?” Não obstante a argumentação
de alguns cépticos nesta matéria, preconizadores de que
apesar da inquestionável sedução do institucionalismo
da escolha racional, as regras reflectem mais do que transformam a sociedade,
Norris conclui que sim: “institutional rules do indeed matter”.
Na verdade, a razão da cobiça das élites políticas
em intervenções de engenharia eleitoral assenta nesta premissa
elementar: as regras formais da representação eleitoral
são efectivamente relevantes, quer os efeitos sejam uma consequência
directa e mecânica das regras, quer estas influam a um nível
menos objectivável, agindo ao nível psicológico na
conduta dos indivíduos, mas nem por isso de forma mais negligenciável.
A autora conclui que os sistemas eleitorais representam um dos mais poderosos
instrumentos de engenharia institucional disponíveis, com amplas
consequências para o sistema de partidos, para a composição
das legislaturas e para a representação democrática.
As leis eleitorais têm consequências ao nível da representação
e responsabilização política, dos padrões
de participação e de competição partidária,
e, em suma, na efectiva saúde das instituições democráticas.
Todavia, o papel das regras não é unívoco: muitos
outros factores concorrem conjuntamente para a representação
eleitoral, e estes podem, na realidade, contrariar ou mesmo inverter o
efeito previsto das regras.
Mais do que o reconhecimento
da importância dos elementos institucionais, o que constitui uma
resposta apenas parcelar à questão de pesquisa, importa
perceber a amplitude desta importância. E mais ainda: há
ou não um predomínio das regras eleitorais sobre a explicação
cultural? Embora no decurso da argumentação e dos sucessivos
testes empíricos de hipóteses se consolide uma visão
preponderantemente institucionalista, em particular no que respeita aos
efeitos das regras eleitorais no sistema partidário e no comportamento
das elites políticas, a autora aponta no final para a prevalência
de um modelo misto. Mais do que uma falsa dicotomia entre os incentivos
estratégicos da escolha racional e os da modernização
cultural, conclui que ambos os factores contribuem para a compreensão
dos padrões de participação política num modelo
misto. Não esclarece, no entanto, qual destes tem maior capacidade
explicativa.
Pressente-se neste
trabalho uma aspiração universalizante no que respeita à
amplitude dos casos em análise, assim como na abrangência
e articulação de teorias e inter-relação de
factores explicativos. Tem, todavia, pela própria natureza da abordagem,
limitações e lacunas que poderão enviesar as conclusões
observadas e levantam objecções à respectiva generalização,
o que é, aliás, prontamente assumido ao longo da obra. Para
as superar a própria autora sugere a ampliação da
amostra que serve de suporte à pesquisa por forma a contemplar
ainda maior diversidade de países, e em especial mais casos de
entre os países em desenvolvimento. Por outro lado, a análise
de países no seu todo afigura-se, por vezes, uma dimensão
demasiado macro, admitindo-se ser interessante a análise ao nível
regional, ou de circunscrição, dos padrões de comportamento
político e representação, mesmo porque a autora sublinha
a relevância do factor geográfico no plano da representatividade
eleitoral. Também o suporte em séries temporais mais amplas
contribuiria para a abrangência de uma maior diversidade de realidades.
Finalmente, seria ainda desejável contemplar mais factores nos
modelos de análise da escolha eleitoral por forma a garantir que
as relações encontradas não são espúrias
incluindo, designadamente, a análise da importância da popularidade
do líder, a avaliação do desempenho económico,
ou a apreciação do papel dos media, cuja importância
é reconhecida mas não examinada.
O maior mérito
deste trabalho reside, não na originalidade da temática
(em muitos tópicos a análise limita-se a corroborar a literatura
existente), mas numa invulgar amplitude e exaustividade de análise,
e numa notável sistematização e problematização
de teorias, contribuindo para um evidente enriquecimento da literatura
existente sobre esta matéria. Não será arriscado
antever que este é já uma imprescindível referência
para os estudiosos do comportamento político e dos sistemas eleitorais.
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