Este pequeno texto escrito horas depois de se saber dos
atentados em Londres pretende ser mais uma opinião de um simples
licenciado em Relações Internacionais que subscreve as primeiras
declarações do Primeiro-ministro Britânico, que diz
não estarmos perante um ataque a um país soberano, mas sim
face a um ataque a todo um modo de viver.
No dia 11 de Setembro de 2002 nos “media”
de todo o mundo perguntava-se onde é que as pessoas estavam no
dia 11 de Setembro de 2001, nada de anormal não fosse esse dia
marcado como sendo o dia da infâmia II, o outro dia da infâmia
o 7 de Dezembro de 1942 marcou a entrada definitiva dos Estados da América
na 2ª Guerra Mundial.
Seguiu-se, em 2003 o 11 de Março, coincidência
só na data, o alvo Madrid e exceptuando a gestão desastrosa
da crise o imapcto foi igual, levando mesmo à retirada das tropas
Espanholas do Iraque, a opinião pública de um modo geral
aplaudiu a decisão do governo saído das eleições
dias após o atentado, outros nos quais eu me incluo discordamos
e vimos nesse acto uma rendição aos terroristas.
Hoje (07-07-2005) fomos de novo atacados, digo fomos
porque tal como disse logo no inicio e citando o Primeiro-ministro Britânico
não foi só um país visado mas todo um modo de vida
que quer queiramos quer não causa invejas um pouco por todo mundo,
goste-se ou não o capitalismo é o pior de todos os sistemas
económicos, mas é até ver o que permite maior mobilidade
e os extremistas Islâmicos ou não, não aceitam.
O outro alvo, o nosso regime politico, as Democracias
Ocidentais. Alvos porquê?
São regimes abertos e que recebem todos os povos sem excepção,
assim e atacando as populações civis semeia-se a desconfiança,
o receio da diferença étnica ou religiosamente, ora em pleno
processo de alargamento da União Europeia e com a Turquia de maioria
muçulmana a querer entrar na União Europeia só se
pode concluir que o que estes ataques pretendem é uma Europa fechada,
fortaleza com receio da diferença.
Estou em querer e citando o professor Luís Tomé,
é que estamos perante uma III Guerra Mundial à escala global
desde o dia 11 de Setembro de 2001, mas de contornos diferentes dos habituais,
em que não há distinção entre alvos civis
e/ou militares, somos todos alvos, estejamos nos transportes colectivos
ou nos nossos empregos.
Termino citando Winston Churchill, no parlamento Inglês
antes da Batalha de Inglaterra na II Guerra Mundial: “(…)
iremos até ao fim (…) combateremos nas praias, combateremos
nos mares e oceanos, combateremos nos campos e nas ruas (…) não
nos renderemos nunca."