O
conflito que opõe Israel a quase todos os seus vizinhos árabes,
no médio oriente, é hoje um dos mais complexos e de difícil
resolução na cena internacional.
Sendo um conflito militar, político, étnico e social, é
impossível ignorar a sua dimensão religiosa, tantas vezes
subestimada por observadores que não se encontram preparados para
lidar com este factor nas relações internacionais.
A religião não
só é importante para explicar o conflito como está
precisamente na sua génese. A história do povo Judeu é
uma história teocentrica e, longe de ser uma coincidência,
a sua localização actual está estreitamente ligada
a referências Bíblicas.
Desde o assassinato de Rabin; a ideia de uma Eretz Israel que respeite
as fronteiras como determinadas nas escrituras que alimenta os colonos;
o apoio incansável de uma boa parte da comunidade protestante dos
EUA a Israel e, por outro lado, a união dos povos muçulmanos
à volta da Palestina – tudo tem raízes religiosas.
Isto sem entrar sequer em detalhes sobre a fragmentação
interna quer do judaísmo quer do islão que complicam ainda
mais a convivência entre as comunidades.
Há, no entanto um outro
factor, poucas vezes referido mas muito importante para poder compreender
a situação no terreno. O cristianismo. De ambos os lados
das fronteiras, significativas populações cristãs
têm um papel importante a desempenhar no dia a dia da Terra Santa.
História do Cristianismo
no Médio Oriente
A presença de Cristãos
no Médio Oriente data da própria fundação
do Cristianismo. Nomeadamente entre a população árabe,
antecede o aparecimento do Islão por mais de seis séculos.
Apesar disto, hoje os árabes cristãos são uma minoria
em quase todos os seus países e frequentemente são tratados
como cidadãos de segunda por regimes de influência islamista.
Do lado israelita, para além de algumas conversões, existe
um grande número de emigrantes de etnia judaica que são,
no entanto, Cristãos, nomeadamente oriundos da Rússia.
Historicamente, o Patriarcado de Jerusalém é o quarto da
Igreja Universal, depois de Roma, Antioquia e Alexandria. Mais tarde Constantinopla,
pela sua importância política, tornar-se-ia o quinto centro
cristão. As invasões muçulmanas do século
VII cortaram o contacto com o resto da Cristandade mas o Patriarcado de
Jerusalém sobreviveu, embora por vezes com dificuldade, liderado
sempre por Cristãos locais.
No século XVI, já depois do cisma de 1054 que separou o
Oriente, sob a direcção espiritual de Constantinopla, do
Ocidente, fiel a Roma, Jerusalém é ocupada pelo Império
Otomano. Como estes já ocupavam Constantinopla, onde um status
quo periclitante permitia a continuidade dos cristãos, foi decidido
que se colocaria Jerusalém sob a direcção do Patriarca
bizantino.
Ao longo dos tempos outras igrejas foram-se estabelecendo em Jerusalém
e outras localidades importantes como, por exemplo, Belém, chegando
ao ponto de hoje estarem representadas praticamente todas as confissões
cristãs. No entanto, o domínio Otomano garantia a primazia
da Igreja Grega.
Os Cristãos Palestinianos
– Vítimas de uma causa usurpada
Ao longo das últimas
décadas a palavra que melhor pode descrever a comunidade cristã
da palestina, à semelhança de quase todas as outras que
vivem em países árabes, é o êxodo. Os cristãos
palestinianos, outrora uma importante elite financeira e intelectual,
viram os seus números reduzido de cerca de 17 para apenas 2% da
população.
Uma das razões para esta sangria, fruto sobretudo de emigração,
é a usurpação da causa da libertação
palestiniana por parte dos fundamentalistas islâmicos, chegando-se
ao ponto de ambas as causas serem vistas como coincidentes.
Certamente não será assim, tendencialmente os cristãos
árabes sentem a mesma raiva e rancor que os seus irmãos
muçulmanos pela ocupação dos seus territórios
e o sofrimento do seu povo, mas ainda assim, espantará muita gente
o facto de alguns dos primeiros líderes nacionalistas da palestina,
incluindo influentes fundadores de grupos armados de libertação,
serem Cristãos.
Dois casos conhecidos são os de George Habash e de Nayif Hawatmeh,
ambos greco-ortodoxos, sendo que o segundo nasceu na Jordânia, no
seio de uma das raras tribos beduínas cristãs. Fundadores
da Frente Popular para a Libertação da Palestina e da Frente
Democrática para a Libertação da Palestina, respectivamente,
estes homens defendiam o nacionalismo árabe e recorriam aos sequestros
de aviões comerciais de companhias ocidentais ou israelitas que
marcaram o início da revolta palestiniana.
A queda dos países comunistas que ambos viam como modelos de democracia
a seguir pelas nações árabes criou um vazio ideológico
que rapidamente foi preenchido, como se sabe, pelo fundamentalismo islâmico.
É a partir dessa altura que a situação começa
a piorar para os cristãos da Terra Santa. Presos entre um país
ocupador pouco preocupado em defender os seus direitos (o que de qualquer
forma facilmente lhes poderia valer uma sumária execução
por colaboracionismo), e forças fundamentalistas islâmicas
que, mais e mais, os viam como uma quinta coluna por professarem uma fé
erradamente vista como ocidental, os cristãos juntam-se a outras
comunidades minoritárias e perseguidas como os Curdos e os Druzos.
Mesmo em Jerusalém, onde há pouco tempo 50% da população
era Cristã, hoje apenas 10% o são.
Constituição
da comunidade Cristã
O mundo árabe-cristão
é composto por uma mescla de diferentes confissões ao mesmo
tempo rica e complicada de compreender. Dividida entre católicos
e ortodoxos, com subdivisões importantes dentre de cada uma destas
classes, a verdade é que frequentemente as divisões são
mais reais no papel que na vida dos fiéis. É muito comum
haver misturas entre as comunidades, que, especialmente ao nível
do laicado, encontram pouco sentido para divisões teológicas
obscuras na face de ameaças tão importantes e urgentes.
Maronitas frequentam igrejas greco-católicas no Líbano com
o mesmo à vontade com que os Melkitas (católicos) usam as
igrejas dos Assírios (Ortodoxos) na Síria. Quanto aos cristãos
palestinianos encontram-se divididos principalmente entre greco-católicos
e greco-ortodoxos, inicialmente com predominância para estes, uma
tendência que se tem vindo a inverter ao longo dos últimos
anos por razões que adiante se tornarão claras.
O Factor Grego
No mundo Cristão o prefixo
“greco” é usado para descrever Igrejas que sigam o
rito bizantino, oriundo, como o nome indica, da antiga Bizâncio,
mais tarde Constantinopla, antes de ser finalmente baptizada Istambul,
já muito depois de ter deixado de ser a capital do império
romano do oriente, caindo às mãos dos Otomanos no século
XV.
Ainda hoje, o Patriarca Ecuménico de Constantinopla é considerado
o líder espiritual de toda a comunidade Ortodoxa Bizantina (por
oposição aos comparativamente pouco numerosos ortodoxos
cujo centro de influência é em Alexandria ou Antioquia) que
inclui a gigantesca Igreja Ortodoxa Russa, praticamente toda a restante
Europa de Leste e ainda importantes comunidades no Médio Oriente.
Também na Igreja Católica, as muitas igrejas Greco-Católicas
são aquelas que seguem os ritos bizantinos mas que se encontram
em comunhão com o Bispo de Roma, reconhecendo a primazia do ministério
Petrino.
Em Jerusalém, porém, centro do cristianismo do Médio
Oriente, a palavra Greco, quando seguida de Ortodoxo, ganha um sentido
muito mais actual. Desde que os Otomanos invadiram a Palestina, trazendo
consigo clérigos cristãos zelosamente anti-católicos
que colocaram no lugar da mais moderada hierarquia local, que o patriarcado
ortodoxo é encabeçado por um Grego.
Trata-se de uma situação muito peculiar e um tanto bizarra,
em que centenas de millhares de fiéis etnicamente árabes
se viram subitamente sob a influência de uma hierarquia totalmente
estranha, que fala uma língua que não é a deles,
e movida por interesses que frequentemente se vieram a provar não
ser os da comunidade cristã local.
Apesar disso, mesmo nas últimas décadas tem havido uma recusa
determinada em alterar essa realidade. A Fraternidade do Santo Sepulcro,
que elege o Patriarca, é composta exclusivamente por gregos, negando
categoricamente a entrada a qualquer árabe.
Esta é uma das principais razões pelas quais muitos dos
palestinianos Greco-Ortodoxos procuraram uma nova casa na igreja Greco-Católica
chefiada por árabes e por isso vista como uma instituição
local e não estrangeira.
A forma zelosa como a Irmandade
do Santo Sepulcro mantém um controlo sobre a Igreja Ortodoxa de
Jerusalém tem explicações espirituais e materiais.
Do ponto de vista espiritual, são herdeiros de uma longa tradição
de salvaguarda dos locais sagrados da Terra Santa que estão em
mãos ortodoxas. Tradicionalmente os membros da ordem viam com grande
desconfiança os cristãos locais, julgando-os incapazes de
manter fielmente estes santuários tão sagrados e importantes
para a cristandade.
Do ponto de vista material, a enorme riqueza do patriarcado de Jerusalém
não é nenhum segredo, embora continue a surpreender muita
gente.
As correntes intermináveis de peregrinos que todos os anos acorrem
a Jerusalém, especialmente por altura da Páscoa Ortodoxa,
vindos maioritariamente da Grécia, do Chipre e da Rússia,
traduz-se em largas quantias de dinheiro. Este raramente é reinvestido
na comunidade, servindo quase exclusivamente a instituição
do Patriarcado e da Irmandade.
O Patriarcado Ortodoxo de Jerusalém é, inclusive, o maior
detentor de terreno em toda Jerusalém. Uma grande quantidade de
edifícios públicos, entre os quais o Knesset (parlamento)
Israelita encontra-se em terrenos pertencentes à Igreja.
Estes factos, e o de, historicamente, comandar a fidelidade de uma parcela
importante da população, fazem do Patriarcado de Jerusalém
uma peça fundamental na vida social e política da zona.
Os Otomanos, compreendendo isso e aproveitando-se da tradição
bizantina de césaro-papismo, que sempre garantiu uma ligação
muito estreita entre o poder secular e o religioso, estabeleceu que um
patriarca apenas poderia ser eleito com o consentimento das autoridades
políticas, garantindo assim a estabilidade que os turcos tanto
desejavam e a segurança e continuidade sempre frágil, procurada
pelos Cristãos.
A reorganização
geo-política do médio oriente ameaçou seriamente
o status quo, que apenas ficou resolvido quando se chegou a um acordo
segundo o qual Israel, a Autoridade Palestiniana e a Jordânia, considerados
os herdeiros dos Otomanos, assumiram esse poder de veto o que se traduz
no caso único de um Patriarca precisar da aprovação
de três estados diferentes para poder assumir o seu cargo, obrigando
a um grande esforço diplomático cada vez que ocorre uma
eleição, mas também abrindo uma porta a insinuações
e por vezes actos concretos de corrupção para adiantar a
causa de um ou de outro pretendente ao trono patriarcal.
Irenios o controverso
Com todas estas condicionantes,
parecia uma questão de tempo até que a tinta estalasse abalando
a frágil mas poderosa instituição. Essa realidade
começou a ganhar forma há quatro anos quando Irenios I foi
eleito em Setembro de 2001.
Os boatos começaram de imediato, embora apenas mais recentemente
tenham chamado a atenção do grande público. Segundo
alguns, Apostolos Vavilis, um alegado traficante de droga com ligações
influentes na Igreja Ortodoxa da Grécia, teria sido enviado para
Jerusalém para se certificar de que a eleição de
Irenios decorresse da melhor forma, chegando a fazer circular fotografias
falsificadas de outros candidatos em situações incriminatórias,
de natureza sexual.
Depois assistiu-se a um pequeno golpe de teatro com Israel a boicotar
inicialmente a eleição, alegando que Irenios era demasiado
pró-palestiniano, o que não veio a impedir a entronização.
Ao longo dos anos que se seguiram a personalidade tempestuosa, e as posições
fanaticamente anti-ecuménicas do novo hierarca causaram sérios
problemas numa região que depende de acordos frágeis entre
diversas confissões cristãs. A Igreja do Santo Sepulcro,
por exemplo, encontra-se dividida a regra e esquadro, com diferentes sectores
reservados a cristãos de diferentes origens que discutem com frequência
e chegam por vezes ao conflito físico. Foi neste tenso ambiente
que surgiu Irenios, com uma falta de tacto inigualável que culminou
com um ataque físico a um grupo de Franciscanos, que representam
a Igreja Católica num dos santuários mais sagrados para
os cristãos. O motivo: a recusa por parte destes de fechar uma
porta aquando da passagem de uma procissão ortodoxa.
Enquanto Irenios se preocupava em desmontar aquilo que anos de convivência
e diálogo ecuménico tinham alcançado, o seu próprio
rebanho continuava a mostrar sinais de descontentamento e de cansaço
perante a continuada atitude de desprezo que sentiam da parte das autoridades
de nacionalidade grega.
O ponto de clivagem chegou
através das páginas do diário israelita Maariv. Uma
notícia explosiva que colocou em polvorosa árabes e israelitas,
cristãos e muçulmanos.
Durante décadas, grupos sionistas têm feito os possíveis
por comprar terrenos e edifícios nos territórios ocupados
de Jerusalém, hoje maioritariamente árabes, de forma a fortalecer
a posição judia quando finalmente se tiver que discutir
a divisão da cidade entre os dois estados. Quando o Maariv noticiou,
com o título incendiário “Praça Omar é
Nossa”, que o Patriarcado tinha cedido território seu a grupos
Judeus na zona Oriental da cidade, incluindo o importante Imperial Hotel,
utilizada frequentemente como sede não oficial da OLP, a confusão
demorou pouco tempo a instalar-se.
Fiéis em fúria exigiram explicações; o Patriarca,
que nunca negou o negócio afirmou que este tinha sido feito à
sua revelia por Nicolaos Papadimas um homem de confiança do próprio
Irenios a quem teria sido dado poder de procuração.
Papadimas, que rapidamente desapareceu de cena e é procurado pela
Interpol, negou, dizendo que tudo tinha sido feito de acordo com ordens
expressas do seu empregador.
Seguiu-se o caos. Numa reunião
de emergência (e, segundo alguns peritos em direito canónico,
ilegal), o sínodo de Jerusalém despediu Irenios. Este recusou
a autoridade do sínodo e manteve-se barricado na sede do Patriarcado.
Autoridades eclesiásticas de outras comunhões ortodoxas
hesitaram em meter-se ao barulho, desejando respeitar a autonomia da igreja
autocéfala, mas eventualmente Bartolomeu, Patriarca Ecuménico
de Constantinopla, viu-se forçado a convocar um tribunal eclesiástico,
composto por representantes das 14 Igrejas Ortodoxas autónomas,
que oficialmente libertou Irenios do seu posto, reduzindo-o ao estatuto
de mero monge e abrindo o caminho à escolha de um novo patriarca.
Quanto aos países envolvidos, a Autoridade Palestiniana não
perdeu tempo em pedir a cabeça do clérigo e a Jordânia
tornou claro que apoiava totalmente a decisão do sínodo
que tinha deposto Irenios.
Apenas Israel se manteve mais distante. O estado judeu encontrava-se na
posição incómoda de não poder criticar um
homem que estava a ser condenado, efectivamente por vender território
a Judeus, nem de o poder defender para não parecer uma parte envolvida
no negócio (algo que ainda não está esclarecido,
mas pode muito bem ser verdade). Enquanto isto, soldados israelitas mantinham
o palácio patriarcal encerrado e guardavam-no para impedir que
ambas as partes envolvidas se apoderassem dele.
Abandonado por todos menos uma mão cheia de apoiantes, a teimosia
de Irenios, cujo nome, ironicamente, significa Paz, espantava tudo e todos.
Quer acreditasse ou não na sua própria inocência,
esperava-se, no mínimo, uma saída digna de um homem que
tinha conseguido, em apenas 4 anos, transformar num pesadelo uma situação
já por si de complicado equilíbrio.
Amigo de Deus promete restaurar
tranquilidade
Eleito em Agosto de 2005, a
difícil tarefa de restabelecer a ordem, apaziguar os ânimos
exaltados dos próprios fiéis e de dois estados árabes,
e ainda, se possível, recuperar os territórios perdidos,
sem ofender o terceiro estado judeu, cabe agora a Theofilos, que já
foi reconhecido pela AP e pela Jordânia, mas não por Israel.
Um porta-voz da Igreja Ortodoxa já desvalorizou, no entanto, essa
questão, afirmando que a opinião de Israel pouco importa
para o caso. A própria constituição canónica
parece indicar o contrário, mas eventos recentes demonstraram que
esta é, no mínimo, flexível em casos de necessidade.
No meio de tudo, Israel encontra-se num difícil paradoxo. A história
confere-lhe o direito, e a situação política a vontade,
de ter uma palavra a dizer sobre os destinos do patriarcado, tal como
fazem os seus dois vizinhos. Porém, para Israel o caso não
é tão linear. Tendo em vista que o estado faz questão
de se descrever como uma democracia (a única na zona) no verdadeiro
sentido do termo, ao estilo ocidental, e isto apesar do seu caracter explicitamente
judeu, fica-lhe mal a reputação de se imiscuir nos assuntos
de uma igreja, especialmente uma igreja cristã.
Não podendo fazê-lo publicamente, para não perder
a face, é natural que se assista a uma série de manobras
de bastidor. A perda de influência perante os vizinhos que agem
descomplexadamente é, no entanto, inevitável.
Mais preocupante, do ponto
de vista israelita, é a influência que estados terceiros
poderão ter sobre o seu território, e isso saltou à
vista durante esta mais recente crise, quando o governo grego procurou
mediar o conflito, levando o estado israelita a condenar qualquer envolvimento
numa questão que afecta, e de que maneira, a sua estabilidade interna
e fronteiriça.
Conclusão
Até quando, é
a questão que é preciso pôr no meio de tudo isto.
Até quando a prática arcaica e potencialmente explosiva,
de obrigar três estados que dificilmente se conseguem entender no
quer que seja, a aprovar o líder de uma Igreja que representa minorias
em cada uma das suas populações? Até quando estará
o Patriarcado de Jerusalém exclusivamente nas mãos de bispos
étnicamente gregos, que aparentemente não zelam pelos interesses
dos seus fiéis? Durante quanto tempo conseguirá o Patriarcado
cristão aguentar-se na corda bamba entre estados em permanente
pé de guerra, um judeu, e outro árabe com uma crescente
influência islamista e anti-cristã, que já forçou
a maioria dos cristãos árabes a abandonar o país?
O tempo o dirá, mas
se há algo que a história nos ensina é que a Igreja
Bizantina se tornou, ao longo da sua conturbada história, perita
em sobreviver nas mais estranhas e hostis situações; o custo,
esse, é que varia.
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